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O encerramento de balanço 2025 traz desafios únicos para contadores e controllers brasileiros. Além dos procedimentos tradicionais de fechamento das demonstrações financeiras, este ano exige atenção especial aos impactos da Reforma Tributária e adequação às normas IFRS e CPC.
Para profissionais que buscam excelência no encerramento de balanço 2025, dominar as mudanças normativas e preparar-se para o novo cenário tributário é fundamental. A transição para o IVA dual (IBS e CBS) a partir de 2026 exige ajustes preparatórios já neste fechamento contábil.
A elaboração das demonstrações financeiras anuais demanda conhecimento técnico sobre políticas contábeis, mensuração a valor justo, consolidação, impairment e diversos aspectos normativos. Simultaneamente, as empresas devem ajustar controles internos e sistemas para a nova realidade tributária.
Neste guia completo:
- Principais Normas IFRS e CPC para 2025
- Procedimentos Essenciais de Encerramento
- Impactos da Reforma Tributária
- Checklist Prático Completo
- Divulgações Obrigatórias
- Perguntas Frequentes
1. Principais Normas IFRS e CPC para o Encerramento 2025
O fechamento das demonstrações financeiras exige aplicação rigorosa das normas contábeis brasileiras e internacionais. Para o encerramento de balanço 2025, algumas normas merecem atenção especial devido a mudanças recentes ou complexidade de aplicação.
1.1. IAS 8 e CPC 23: Políticas Contábeis, Mudanças de Estimativas e Retificação de Erros
Esta norma estabelece critérios fundamentais para seleção e aplicação de políticas contábeis, tratamento de mudanças de estimativas e correção de erros de períodos anteriores. Durante o encerramento de balanço 2025, as empresas devem executar três procedimentos essenciais.
Revisão de políticas contábeis aplicadas:
- Verificar consistência com normas vigentes e eventuais alterações normativas;
- Assegurar comparabilidade com períodos anteriores;
- Documentar justificativas técnicas para políticas selecionadas.
Tratamento de mudanças de estimativas:
- Revisar vidas úteis de ativos imobilizados e intangíveis;
- Atualizar percentuais de provisão para devedores duvidosos;
- Revisar premissas atuariais de benefícios pós-emprego;
- Ajustar estimativas de garantias, devoluções e obsolescência.
Correção de erros materiais:
- Aplicar correção retrospectiva quando identificados erros de períodos anteriores;
- Reapresentar demonstrações comparativas afetadas;
- Divulgar natureza, impacto e justificativa dos erros corrigidos.
⚠️ Ponto Crítico: Distinguir entre mudança de política contábil (aplicação retrospectiva obrigatória) e mudança de estimativa (aplicação prospectiva). Alterar método de depreciação configura mudança de política; revisar vida útil de ativo configura mudança de estimativa.
→ Saiba mais sobre políticas contábeis e IAS 8
1.2. IFRS 13 e CPC 46: Mensuração a Valor Justo
A mensuração a valor justo aplica-se a instrumentos financeiros, propriedades para investimento, ativos biológicos e combinações de negócios. A hierarquia de três níveis é de aplicação obrigatória.
| Nível | Descrição | Exemplo |
|---|---|---|
| Nível 1 | Preços cotados em mercados ativos não ajustados | Ações negociadas em bolsa |
| Nível 2 | Dados observáveis que não sejam preços cotados de Nível 1 | Títulos corporativos sem mercado ativo |
| Nível 3 | Dados não observáveis (premissas internas) | Intangíveis em combinação de negócios |
Técnicas de avaliação aceitas: abordagem de mercado (comparação com transações similares), abordagem de custo (custo de reposição ajustado) e abordagem de receita (fluxo de caixa descontado). A divulgação de premissas significativas para mensurações Nível 3 é obrigatória.
→ Entenda em detalhes a IFRS 13 e valor justo
1.3. IFRS 10 e CPC 36: Demonstrações Consolidadas
Para grupos empresariais, a consolidação é um dos procedimentos mais complexos do encerramento. A IFRS 10 estabelece modelo único de controle baseado em três elementos: poder sobre a investida (direitos substantivos), exposição a retornos variáveis e capacidade de afetar esses retornos.
Procedimentos obrigatórios no fechamento:
- Avaliação de controle: reavaliar controle sobre todas as investidas, considerando mudanças em acordos de acionistas e estruturas societárias
- Uniformização de práticas: aplicar políticas contábeis consistentes e alinhar datas de encerramento (diferença máxima de 3 meses)
- Eliminações obrigatórias: saldos intragrupo, receitas e despesas internas, lucros não realizados em estoques e dividendos intragrupo
- Participação de não controladores: calcular e apresentar separadamente nas demonstrações
1.4. IAS 36 e CPC 01: Redução ao Valor Recuperável (Impairment)
O teste de impairment é obrigatório anualmente para ativos intangíveis com vida útil indefinida e ágio (goodwill). Para demais ativos, deve ser realizado quando houver indicadores de perda.
Indicadores externos de impairment:
- Queda significativa no valor de mercado (superior a 20% ou persistente)
- Mudanças adversas no ambiente tecnológico, econômico ou regulatório
- Aumento relevante de taxas de juros de mercado
- Valor de mercado da empresa inferior ao patrimônio líquido contábil
Indicadores internos de impairment:
- Evidências de obsolescência ou deterioração física de ativos
- Mudanças na forma de uso do ativo ou descontinuação planejada
- Desempenho econômico inferior ao projetado
- Reestruturações organizacionais com impacto em ativos
Cálculo do valor recuperável: corresponde ao maior entre o valor justo líquido de custos de venda e o valor em uso (valor presente de fluxos de caixa futuros). A perda deve ser reconhecida quando o valor contábil exceder o valor recuperável, alocando-se primeiro ao ágio e depois proporcionalmente aos demais ativos da unidade geradora de caixa.
→ Aprofunde-se no teste de impairment e CPC 01
1.5. IFRS 9 e CPC 48: Instrumentos Financeiros
A IFRS 9 estabelece classificação de ativos financeiros em três categorias: custo amortizado, valor justo por meio de outros resultados abrangentes (VJORA) e valor justo por meio do resultado. A classificação depende do modelo de negócios e do teste SPPI (solely payments of principal and interest).
Modelo de perdas esperadas (ECL)
O encerramento de balanço 2025 exige aplicação rigorosa do modelo de três estágios para reconhecimento de perdas de crédito esperadas.
| Estágio | Condição | Provisão |
|---|---|---|
| Estágio 1 | Sem aumento significativo de risco de crédito | Perda esperada para 12 meses |
| Estágio 2 | Aumento significativo de risco de crédito | Perda esperada para vida toda |
| Estágio 3 | Evidência objetiva de perda (default) | Perda esperada para vida toda (cálculo individual) |
💡 Atenção especial em 2025: considerar cenários econômicos futuros (forward-looking), avaliar impactos de mudanças macroeconômicas e documentar julgamentos sobre aumento significativo de risco de crédito.
2. Procedimentos Essenciais de Encerramento de Balanço
O processo de encerramento de balanço 2025 envolve procedimentos técnicos que devem ser executados de forma sistemática. Cada etapa contribui para a qualidade e confiabilidade das demonstrações financeiras.
2.1. Conciliação e Análise de Contas Contábeis
Conciliação bancária completa:
- Confrontar saldos contábeis com extratos bancários de todas as contas
- Identificar e classificar corretamente itens em trânsito
- Investigar conciliações antigas não resolvidas (acima de 90 dias)
- Confirmar saldos diretamente com instituições financeiras (circularização)
Análise de contas a receber:
- Elaborar aging list atualizada com classificação por faixa de vencimento
- Identificar duplicatas prescritas para baixa
- Confirmar saldos com clientes materiais
- Calcular provisão para devedores duvidosos conforme histórico de perdas e cenário econômico
Exemplo de percentuais de provisão por faixa de vencimento:
| Faixa de Vencimento | Percentual de Provisão |
|---|---|
| Vencidas até 30 dias | 1% |
| Vencidas de 31 a 60 dias | 5% |
| Vencidas de 61 a 90 dias | 15% |
| Vencidas de 91 a 180 dias | 40% |
| Vencidas há mais de 180 dias | 100% |
Inventário físico e conciliação de estoques:
- Realizar contagem física completa no encerramento, preferencialmente com equipes independentes
- Documentar procedimentos de contagem e investigar divergências superiores a 2% do valor contábil
- Identificar itens obsoletos, danificados ou de baixa rotatividade
- Comparar custo versus valor líquido de realização e constituir provisão quando necessário
- Verificar teste de cut-off: última nota fiscal de entrada e saída, mercadorias em trânsito
2.2. Ajustes de Competência e Provisões
A aplicação rigorosa do regime de competência é essencial para demonstrações financeiras fidedignas.
Receitas diferidas e a apropriar:
- Assinaturas de serviços e manutenções pagas antecipadamente
- Contratos de longo prazo pelo método de percentual de conclusão (POC)
- Garantias estendidas vendidas separadamente
- Receitas a receber não faturadas (serviços prestados, juros proporcionais)
Despesas provisionadas obrigatórias:
- Obrigações trabalhistas: 13º salário proporcional + encargos (33,33%), férias vencidas e proporcionais + 1/3 constitucional + encargos, PLR conforme acordo coletivo
- Despesas operacionais: energia elétrica, água, telefone (consumo estimado), honorários contábeis e jurídicos, seguros proporcionais
Provisões para contingências (IAS 37/CPC 25):
| Probabilidade | Percentual | Tratamento Contábil |
|---|---|---|
| Provável | > 50% | Reconhecer provisão |
| Possível | 5% a 50% | Divulgar em nota explicativa |
| Remota | < 5% | Não reconhecer nem divulgar |
2.3. Depreciação, Amortização e Exaustão
A revisão anual de vidas úteis econômicas, valores residuais e métodos de depreciação é obrigatória. No encerramento 2025, verifique especialmente ativos próximos ao fim da vida útil e aqueles afetados por mudanças tecnológicas ou de mercado.
- Avaliar se estimativas de vidas úteis permanecem adequadas ao uso efetivo
- Revisar valores residuais considerando mercado secundário
- Aplicar política de pro rata temporis para ativos adquiridos durante o ano
- Manter ativos totalmente depreciados com valor simbólico se ainda em uso
- Documentar diferenças temporárias para fins fiscais (IRPJ/CSLL)
3. Impactos da Reforma Tributária no Fechamento Contábil
A Lei Complementar nº 214/2025 trouxe mudanças profundas no sistema tributário brasileiro. Embora a implementação plena do IVA dual (IBS e CBS) ocorra gradualmente até 2033, o encerramento de balanço 2025 já exige preparação e ajustes significativos.
3.1. Cronograma de Transição e Impactos Imediatos
| Período | Principais Eventos |
|---|---|
| 2025 | Preparação: adequação de sistemas, treinamentos, revisão de contratos |
| 2026 | Teste: CBS a 0,9% e IBS a 0,1% (coexistência com tributos atuais) |
| 2027-2028 | Transição: CBS integral substitui PIS/Cofins; redução gradual de ICMS e ISS |
| 2029-2032 | Extinção gradual de ICMS e ISS; aumento proporcional de IBS |
| 2033 | Implementação plena: extinção total de PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS |
3.2. Ajustes Preparatórios Obrigatórios em 2025
Revisão de sistemas e controles internos:
- Mapear todos os processos tributários atuais e identificar pontos de adequação
- Verificar capacidade do ERP para suportar novos tributos (CBS e IBS)
- Planejar coexistência de múltiplos regimes durante transição
- Estabelecer controles para créditos acumulados de ICMS (direito à ressarcimento)
Revisão de contratos comerciais:
- Analisar cláusulas de repasse tributário em contratos vigentes
- Identificar contratos de longo prazo que atravessam a transição
- Avaliar necessidade de aditivos contratuais para novos tributos
- Revisar políticas de precificação considerando novo cenário
Tratamento de créditos tributários acumulados:
- Inventariar saldos credores de ICMS, PIS e Cofins
- Avaliar recuperabilidade conforme regras de transição
- Constituir provisão para perdas quando aplicável
- Documentar premissas de aproveitamento futuro
3.3. Divulgações Específicas sobre a Reforma
O CPC 26 (IAS 1) exige divulgação de eventos subsequentes e informações sobre incertezas que possam afetar a entidade. A Reforma Tributária enquadra-se neste contexto e demanda divulgações específicas nas notas explicativas de 2025.
- Descrição geral das mudanças tributárias e cronograma de implementação
- Avaliação qualitativa dos impactos esperados nas operações
- Situação dos créditos tributários acumulados e expectativa de realização
- Medidas preparatórias adotadas (sistemas, processos, treinamentos)
- Incertezas relevantes quanto à interpretação de dispositivos legais
📋 Modelo de divulgação: “A administração está avaliando os impactos da Reforma Tributária (LC 214/2025) nas operações da Companhia. Em 2025, foram iniciados estudos de adequação de sistemas e revisão de processos. A Companhia possui R$ X milhões em créditos tributários acumulados, cuja recuperabilidade está sendo avaliada conforme as regras de transição estabelecidas.”
4. Checklist Prático Completo de Encerramento
Utilize este checklist para garantir a completude do processo de encerramento de balanço 2025. Recomenda-se execução em fases para melhor controle e documentação.
Fase 1: Preparação (outubro-novembro)
- ☐ Definir cronograma detalhado de fechamento com responsáveis
- ☐ Revisar políticas contábeis e identificar mudanças necessárias
- ☐ Agendar inventário físico de estoques e ativos
- ☐ Solicitar pareceres jurídicos atualizados sobre contingências
- ☐ Enviar cartas de circularização a bancos, advogados e clientes materiais
- ☐ Verificar necessidade de laudo de avaliação para ativos específicos
Fase 2: Execução (dezembro)
- ☐ Realizar inventário físico de estoques (contagem e documentação)
- ☐ Conciliar todas as contas patrimoniais materiais
- ☐ Efetuar teste de cut-off de receitas e despesas
- ☐ Calcular e contabilizar depreciação, amortização e exaustão
- ☐ Registrar provisões trabalhistas (13º, férias, encargos)
- ☐ Atualizar provisões para contingências conforme pareceres
- ☐ Realizar teste de impairment em ativos com indicadores de perda
- ☐ Aplicar equivalência patrimonial em investimentos
Fase 3: Finalização (janeiro)
- ☐ Calcular tributos correntes e diferidos (IRPJ, CSLL)
- ☐ Realizar procedimentos de consolidação (se aplicável)
- ☐ Elaborar demonstrações financeiras completas
- ☐ Preparar notas explicativas detalhadas
- ☐ Revisar eventos subsequentes até data de aprovação
- ☐ Submeter à revisão de auditoria independente
- ☐ Obter aprovação da administração e órgãos de governança
5. Divulgações Obrigatórias em Notas Explicativas
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras e devem fornecer informações relevantes para compreensão da situação patrimonial e financeira da entidade. Para o encerramento 2025, observe especialmente:
5.1. Divulgações Gerais Obrigatórias
- Contexto operacional: descrição das atividades, estrutura societária, localização das operações
- Base de preparação: declaração de conformidade com CPC/IFRS, base de mensuração utilizada
- Políticas contábeis significativas: critérios de reconhecimento de receita, depreciação, provisões, instrumentos financeiros
- Julgamentos críticos: julgamentos que afetam significativamente os valores reconhecidos
- Incertezas de estimativas: premissas sobre o futuro com risco significativo de ajuste material
5.2. Divulgações Específicas para 2025
Reforma Tributária:
- Status da preparação para transição ao IBS/CBS
- Impactos esperados nos custos e preços
- Tratamento de créditos tributários acumulados
- Investimentos em adequação de sistemas
Valor justo (IFRS 13/CPC 46):
- Hierarquia de valor justo para cada classe de ativo/passivo
- Técnicas de avaliação e principais inputs utilizados
- Análise de sensibilidade para mensurações Nível 3
- Transferências entre níveis e razões
Impairment (IAS 36/CPC 01):
- Valor contábil do ágio alocado a cada UGC
- Premissas-chave utilizadas no cálculo do valor recuperável
- Taxa de desconto aplicada
- Análise de sensibilidade para premissas significativas
Instrumentos financeiros (IFRS 9/CPC 48):
- Classificação e mensuração de cada categoria
- Metodologia de cálculo de perdas esperadas
- Movimentação de provisões para perdas
- Exposição a riscos (crédito, liquidez, mercado)
- Estratégias de hedge e efetividade
6. Perguntas Frequentes
Qual o prazo para entrega das demonstrações financeiras de 2025?
Para sociedades anônimas de capital aberto, o prazo é de até 3 meses após o encerramento do exercício (31 de março de 2026) para publicação das demonstrações financeiras anuais. Sociedades limitadas devem observar prazos do contrato social ou acordo de sócios. Entidades sem fins lucrativos seguem prazos específicos de seus reguladores.
Como tratar créditos de ICMS acumulados no encerramento 2025?
Os créditos de ICMS acumulados devem ser avaliados quanto à recuperabilidade. Com a Reforma Tributária, esses créditos poderão ser utilizados para compensação durante o período de transição ou ressarcidos conforme regulamentação específica. Reconheça provisão para perdas quando a realização for incerta. Divulgue em nota explicativa o saldo, premissas de recuperação e tratamento contábil adotado.
É obrigatório realizar teste de impairment em todos os ativos?
O teste de impairment é obrigatório anualmente apenas para ágio (goodwill) e ativos intangíveis com vida útil indefinida. Para demais ativos, deve ser realizado quando houver indicadores de perda de valor (externos ou internos). Em 2025, especial atenção a setores afetados por mudanças econômicas, tecnológicas ou regulatórias.
Como classificar corretamente um instrumento financeiro conforme IFRS 9?
A classificação depende de dois critérios: o modelo de negócios da entidade para gestão do ativo e as características contratuais de fluxos de caixa (teste SPPI). Ativos mantidos para receber fluxos contratuais que passam no teste SPPI são classificados a custo amortizado. Ativos para receber fluxos e vender vão para VJORA. Os demais são mensurados a valor justo pelo resultado.
O que muda com a IFRS 18 para as demonstrações de 2025?
A IFRS 18 substitui a IAS 1 e introduz novas categorias na demonstração do resultado (operacional, investimento, financiamento), exige divulgação de medidas de desempenho definidas pela administração e melhora a agregação e desagregação de informações. Embora a vigência obrigatória seja para exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2027, a adoção antecipada é permitida. Avalie os impactos e prepare-se para a transição.
Posso reverter perda por impairment reconhecida anteriormente?
Sim, exceto para ágio (goodwill), cuja perda é irreversível. Para outros ativos, a reversão é permitida quando houver indicação de que a perda diminuiu ou não existe mais. O valor após reversão não pode exceder o valor contábil que teria sido apurado se nenhuma perda tivesse sido reconhecida. A reversão é reconhecida no resultado do período.
Qual a diferença entre provisão e passivo contingente?
Provisão é um passivo de prazo ou valor incertos, reconhecido quando há obrigação presente, probabilidade de saída de recursos (>50%) e estimativa confiável. Passivo contingente é uma obrigação possível ou provável sem estimativa confiável, que não é reconhecido, apenas divulgado em notas explicativas. A distinção afeta diretamente o balanço patrimonial.
Conclusão
O encerramento de balanço 2025 representa um marco de transição para a contabilidade brasileira. A combinação de procedimentos técnicos tradicionais com a preparação para a Reforma Tributária exige planejamento cuidadoso, conhecimento normativo atualizado e execução sistemática.
As empresas que investirem em capacitação de suas equipes e adequação de processos estarão melhor posicionadas para enfrentar os desafios da transição tributária iniciada em 2026. O momento de preparação é agora.
Este guia apresentou os principais aspectos técnicos e práticos para um encerramento eficiente. Para aprofundar conhecimentos específicos em demonstrações financeiras, consolidação, impairment e instrumentos financeiros, a Escola Superior ESN oferece cursos especializados com certificação CFC e abordagem prática.


