Capacitação IFRS com Montoto: A Formação de 40h que Transforma Contadores em Especialistas em Demonstrações

Profissional contábil em ambiente corporativo estudando para a Capacitação Avançada em IFRS e Demonstrações Contábeis com Eugênio Montoto na Escola Superior

A contabilidade brasileira chegou a 2026 vivendo dois movimentos simultâneos que mudam o terreno técnico de quem prepara demonstrações financeiras. De um lado, a Reforma Tributária reorganiza a apuração e a escrituração e força o contador a refazer rotinas inteiras. De outro, o IFRS 18, publicado em 2024, redesenha a estrutura da DRE e impõe uma nova lógica de apresentação que o mercado ainda está absorvendo. Entre esses dois movimentos, está o profissional contábil — e a distância entre quem domina IFRS na profundidade certa e quem apenas conhece as siglas das normas nunca foi tão clara nem tão decisiva para a carreira.

É exatamente nesse ponto que a Capacitação Avançada em IFRS e Demonstrações Contábeis, conduzida pelo professor Eugênio Montoto, se posiciona. Não é um curso introdutório. Não é uma revisão genérica. São 40 horas de formação avançada, distribuídas em 5 encontros ao vivo entre 25 de maio e 27 de julho de 2026, estruturadas para construir — norma por norma — o tipo de domínio que separa um contador comum de um responsável técnico que conduz demonstrações de empresas de médio e grande porte.

Este artigo detalha o que está dentro dessa formação, por que ela existe nesse formato, e a quem ela é construída para servir.

Por que IFRS avançado virou um divisor de carreira em 2026

A adoção das normas internacionais no Brasil deixou de ser pauta de transição há mais de uma década. O que mudou é outra coisa: a complexidade acumulada. Hoje, preparar e analisar demonstrações contábeis exige integrar mais de quarenta NBC TG, cada uma com seu corpo de critérios, atualizações, vínculos com IFRS originais e impactos cruzados sobre patrimônio, resultado e divulgação.

A consequência prática é direta. Há um número crescente de contadores que conseguem ler uma demonstração financeira, mas um número decrescente de profissionais que consegue construí-la com segurança técnica — defendendo cada conta, cada classificação, cada mensuração diante de auditoria, conselho fiscal ou investidor. É esse o profissional que o mercado de 2026 paga melhor, mantém na empresa e procura quando contrata.

Quando se soma a esse cenário a publicação do IFRS 18, que reorganiza a estrutura da Demonstração do Resultado em categorias funcionais novas e altera definitivamente como o resultado é apresentado, a equação fica clara: quem não dominar agora a base avançada das IFRS vai estar correndo atrás nos próximos três anos.

Para complementar a leitura técnica deste artigo, dois conteúdos recentes do blog ESNC se conectam diretamente com a formação: DFC e DVA na Prática: Os Erros Mais Comuns na Elaboração das Demonstrações que a Auditoria Não Perdoa e CPC 51 na Prática: Como Montar as Notas Explicativas no Novo Formato Antes de 2027.

Quem é Eugênio Montoto e por que a escolha do professor importa

Em formações técnicas avançadas, o professor não é detalhe periférico — é o núcleo da entrega. E aqui está um dos diferenciais centrais desta capacitação.

Eugênio Montoto é Mestre em Contabilidade pela PUC-SP, MBA em Normas Internacionais IFRS pela USP, MBA em Gestão pela Sociedade de Desenvolvimento Empresarial, Contador e Engenheiro Eletrônico. Foi Diretor de Sociedades por Ações durante 15 anos, o que significa um histórico raro entre instrutores da área: ele não ensina IFRS apenas porque estudou as normas; ele ensina porque conduziu demonstrações reais, sob pressão de mercado e auditoria, em companhias que precisavam dessas demonstrações para captar, prestar contas e existir publicamente.

Essa combinação — formação acadêmica de elite, vivência de board em sociedades por ações e décadas de prática docente — produz um tipo de aula em que a norma sai do papel. Cada CPC é discutido com o contexto em que ele realmente aparece, com os exercícios que reproduzem situações de fechamento, e com a análise crítica de quem sabe onde o auditor pisa fundo.

Para quem está avaliando uma formação avançada de IFRS no mercado, o professor é o filtro mais importante. E é ele que sustenta a proposta dessa capacitação.

A estrutura dos 5 encontros: o que se aprende quando se aprende a fundo

A capacitação acontece em cinco encontros ao vivo, das 09h às 18h, totalizando 40 horas de carga horária com 40 pontos no Programa de Educação Continuada do CRC. As datas são 25/05, 15 e 22/06, 13 e 27/07/2026.

Cada encontro corresponde a um módulo temático que organiza um bloco coerente de normas, com revisão de conceitos, prática e resolução de exercícios. A estrutura abaixo dá a dimensão real da formação:

Módulo 1 — Histórico, adoção das normas IFRS e métodos de avaliação de ativos e passivos

Cobre o histórico da adoção IAS/IFRS/CPC/NBCTG, a NBC TG 37 (CPC 37/IFRS 1) sobre adoção inicial, a Estrutura Conceitual (NBC TG EC / CPC 00), e — central para 2026 — a NBC TG 26 (CPC 26/IAS 01) com as principais alterações do IFRS 18 na apresentação das demonstrações. Ainda discute redução ao valor recuperável (NBC TG 01), provisões e contingências (NBC TG 25), ajuste a valor presente (NBC TG 12) e mensuração a valor justo (NBC TG 46).

Módulo 2 — Critérios de avaliação de ativos e passivos e receita de contrato com clientes

Aprofunda a NBC TG 48 (CPC 48/IFRS 9) sobre Instrumentos Financeiros, custos de empréstimos (NBC TG 20), custos de transação (NBC TG 08), subvenção e assistência governamentais (NBC TG 07), receita de contrato com cliente (NBC TG 47/IFRS 15), estoques (NBC TG 16) e tributos sobre o lucro (NBC TG 32/IAS 12).

Módulo 3 — Principais grupos de ativos e eventos subsequentes

Trata do ativo imobilizado (NBC TG 27/IAS 16), arrendamentos (NBC TG 06/IFRS 16), ativo intangível (NBC TG 04/IAS 38), ativo biológico e produto agrícola (NBC TG 29/IAS 41), propriedade para investimento (NBC TG 28/IAS 40), ativo não circulante mantido para venda e operação descontinuada (NBC TG 31) e eventos subsequentes (NBC TG 24).

Módulo 4 — Normas relacionadas a grupos econômicos

Concentra investimento em coligada e controlada (NBC TG 18), demonstrações consolidadas (NBC TG 36/IFRS 10), combinação de negócios (NBC TG 15/IFRS 3), negócios em conjunto (NBC TG 19/IFRS 11), divulgação de participações em outras entidades (NBC TG 45/IFRS 12), demonstrações combinadas (NBC TG 44) e efeitos das mudanças nas taxas de câmbio (NBC TG 02/IAS 21).

Módulo 5 — Novas demonstrações (DFC e DVA) e tópicos especiais

Encerra com Demonstração dos Fluxos de Caixa (NBC TG 03), Demonstração do Valor Adicionado (NBC TG 09), benefícios a empregados (NBC TG 33/IAS 19), partes relacionadas (NBC TG 05/IAS 24), pagamento baseado em ações (NBC TG 10/IFRS 2), resultado por ação (NBC TG 41/IAS 33) e políticas contábeis, mudança de estimativa e retificação de erros (NBC TG 23/IAS 8).

O resultado de percorrer essa malha completa não é apenas conhecer as normas — é enxergar o sistema que elas formam, e ser capaz de operar dentro dele com a fluência que o mercado exige de quem assina demonstrações.

Escola Superior

Capacitação Avançada em IFRS e Demonstrações Contábeis com Eugênio Montoto

Prof. Eugênio Montoto — Mestre em Contabilidade pela PUC-SP e MBA em Normas Internacionais IFRS pela USP
Prof. Eugênio
Montoto
Mestre em
Contabilidade PUCSP
MBA IFRS — USP

Em 40 horas distribuídas em 5 encontros ao vivo, avance ao nível especialista em IFRS e demonstrações contábeis: IFRS 18 e a nova estrutura da DRE, mensuração a valor justo e instrumentos financeiros (CPCs 46 e 48), receita de contratos pela IFRS 15, principais grupos de ativos (imobilizado, intangível, leasing, biológico), consolidação e combinação de negócios e DFC, DVA e políticas contábeis. Formação avançada para responsáveis técnicos por demonstrações em empresas de médio e grande porte, controllers, auditores e analistas seniores que precisam dominar o stack completo das normas internacionais.

1ª aula: 25/05
40h · 5 encontros
Online ao vivo
40 pontos CRC
Inscreva-se com 30% off — R$ 1.715
De R$ 2.450 por R$ 1.715 com cupom de 30% · 1ª aula em 25/05
40h em 5 encontros (25/05, 15 e 22/06, 13 e 27/07) · Online ao vivo · 40 pontos CRC · Acesso à gravação

O IFRS 18 e o motivo de o curso chegar no momento certo

O IFRS 18 (“Presentation and Disclosure in Financial Statements”) foi publicado pelo IASB em abril de 2024 e substitui o IAS 1 com efeitos profundos sobre a estrutura da DRE. As subtotais obrigatórias passam a ser organizadas em três categorias funcionais — operacional, investimento e financiamento — e a divulgação de medidas de desempenho definidas pela administração passa a ter uma exigência formal nova.

Na prática, isso significa que toda companhia que prepara demonstrações sob IFRS terá que rever o desenho da sua DRE nos próximos exercícios. E qualquer contador, controller ou analista que pretenda assinar essas demonstrações precisa entender, hoje, como essa reorganização funciona, como ela conversa com a NBC TG 26 e como ela impacta a comparação entre períodos.

Essa é uma das razões pelas quais o Módulo 1 desta capacitação trata especificamente o IFRS 18 entre as principais alterações apresentadas. Não como nota de rodapé — como conteúdo central.

O que o formato ao vivo entrega que cursos gravados não conseguem

Aulas ao vivo, em 2026, deixaram de ser um diferencial automático. Mas neste tipo de conteúdo — IFRS avançado, com exercícios práticos e análises de demonstrações reais — o formato muda completamente a entrega.

São quatro pontos que justificam isso:

  • Discussão em tempo real. Cada NBC TG tem nuances de aplicação. O participante consegue trazer o caso da empresa em que trabalha, da auditoria que conduz, do laudo que está preparando — e receber resposta com contexto.
  • Resolução conjunta de exercícios. Os módulos foram desenhados com casos, exercícios e análise de demonstrações financeiras. Resolver isso ao vivo, com o professor mediando dúvidas, é o que produz aprendizagem real.
  • Acesso de 30 dias à gravação. Após a última aula, o conteúdo permanece disponível pelo período de acesso à plataforma. O participante revisa, refaz, consulta — sem perder a interatividade da experiência original.
  • Dúvidas pós-curso. Durante o prazo de acesso, é possível enviar dúvidas sobre o conteúdo que são respondidas pelos professores da ESN. Isso transforma a capacitação em uma referência consultável depois.

A combinação cria um modelo de aprendizagem que cursos puramente assíncronos não conseguem entregar — e é especialmente importante quando o conteúdo precisa virar prática operacional, não apenas conhecimento.

Mapa de competências: o profissional que sai da capacitação

Quem conclui as 40 horas com 75% ou mais de frequência recebe certificado de participação e os 40 pontos no CRC. Mas o resultado real da formação não está no certificado — está no conjunto de competências instaladas. Em síntese, o egresso passa a:

  • Conduzir adoção inicial ou revisão de adoção das normas IFRS em uma entidade, dominando CPC 37 e CPC 00.
  • Aplicar com segurança os critérios de mensuração a valor justo, valor recuperável e ajuste a valor presente sobre ativos e passivos.
  • Estruturar a apresentação das demonstrações já incorporando as alterações do IFRS 18 à DRE.
  • Avaliar instrumentos financeiros sob CPC 48/IFRS 9, incluindo reconhecimento, mensuração e divulgação.
  • Aplicar o reconhecimento de receita por CPC 47/IFRS 15 nas cinco etapas previstas pela norma.
  • Operar com fluência os principais grupos de ativos — imobilizado, intangível, propriedade para investimento, biológico, leasing — sob os respectivos CPCs.
  • Conduzir consolidação de demonstrações, equivalência patrimonial e combinação de negócios em grupos econômicos.
  • Elaborar e revisar DFC e DVA com a profundidade que a auditoria exige.
  • Trabalhar políticas contábeis, mudanças de estimativa e retificação de erros sob NBC TG 23/IAS 8.

O investimento — e o que ele realmente representa

A capacitação tem investimento de R$ 2.450,00. Com cupom promocional ativo no mês, o valor pode chegar a R$ 1.715,00 — uma redução de 30% que se aplica diretamente à inscrição. Pagamentos via PIX ou boleto ainda recebem 5% adicional de desconto, e ex-alunos da Escola Superior (turmas de 2024 e 2025) acumulam outros 5%.

Para situar a decisão em contexto: estamos falando de R$ 42,87 por hora de aula ao vivo com um professor de referência nacional, no preço integral — e cerca de R$ 30 a hora no valor com desconto. Para uma formação que se converte em capacidade técnica direta de assinar e defender demonstrações sob IFRS, o investimento é desproporcionalmente baixo em relação ao retorno de carreira que ele destrava.

Vale também observar a integração com o restante da agenda contábil de 2026. Quem está preparando ECD com o novo Leiaute 09, montando notas explicativas no formato CPC 51 ou recompondo a apuração no Lucro Real sob a Reforma, encontra aqui o substrato técnico que sustenta tudo isso. Em particular, recomendamos a leitura do artigo ECD e Demonstrações Contábeis em 2026: o que o Leiaute 09 exige de quem prepara DFC, DVA e DMPL como contexto operacional do que se aprende em profundidade nesta capacitação.

Para quem essa formação foi construída

A capacitação é desenhada para profissionais contábeis que já estão na operação — não para quem está chegando agora à área. O público para quem ela entrega mais valor são:

  • Responsáveis técnicos pelas demonstrações contábeis de empresas de médio e grande porte.
  • Controllers e gerentes contábeis que assinam demonstrações sob IFRS.
  • Analistas contábeis seniores que querem se posicionar para os próximos passos de carreira.
  • Auditores que precisam revisar demonstrações com profundidade técnica reforçada.
  • Profissionais independentes que prestam serviço de consultoria contábil para empresas obrigadas a publicar demonstrações.

Se você se reconhece nessa descrição — e especialmente se está sentindo que o IFRS 18 e o novo cenário pós-Reforma estão exigindo de você um nível de domínio que não estava no radar — esta é a capacitação certa, no momento certo.

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Se este artigo trouxe valor, estes cinco aprofundam temas que se conectam diretamente ao stack técnico de quem prepara e assina demonstrações contábeis em 2026: